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25
JUL
2011

Falta de qualificação faz sobrar vagas de trabalho em bares e restaurantes

RestauranteQuem entende de cozinha deve ficar atento às oportunidades de emprego, estão faltando profissionais em restaurantes e bares do Brasil. E faltam padeiros e confeiteiros. As vagas crescem e a remuneração também, tem patrão oferecendo até R$ 4 mil de salário. Foram 30 anos até Pedro chegar a Chef de Cozinha. Agora, ele está entre os seis milhões de trabalhadores do setor. São dois milhões de restaurantes e lanchonetes no Brasil.

As pessoas estão comendo mais fora de casa, e esse comportamento deve aumentar com o passar dos anos. Universidades captaram a tendência e criaram faculdades de gastronomia. Em 2004 havia apenas dois cursos reconhecidos pelo MEC, mas em cinco anos o número de cursos saltou para 26. Ninguém quer sair lavando pratos. “Você precisa de profissionais de base: um bom garçom, um bom cozinheiro, um bom auxiliar de cozinha”, explicou a coordenadora de cursos do SENAC, Gisela Brandão.

O dono de restaurante, Luiz Campiglia, paga bem, são R$ 2,5 mil para ajudante de cozinha. Ele procura dois profissionais e não encontra, mas o que ele acha complicado mesmo são os garçons: “Não estão qualificados. Como o mercado cresceu muito, essa sensação de que existe muito emprego faz com que esse pessoal se acomode”, explica.

Além do curso básico de garçom, o SENAC oferece aulas de café, chocolate e charutos. Cozinheiros e auxiliares aprendem a fazer salgados e doces. Dependendo da condição financeira do aluno, o curso sai de graça.

Em Fortaleza, outra área que cria vagas para o setor de alimentação é o turismo. As barracas de praia, que recebem visitantes de todo o mundo, precisam de gente para trabalhar, mas é difícil de encontrar. Mesmo depois da alta estação, só uma delas tem 20 vagas para auxiliar de cozinha e garçom. Os garçons ganham uma média de R$ 700. Os melhores cozinheiros podem ganhar até R$ 1,6 mil. Quem quiser continuar na área de alimentação, um curso de padeiro ou confeiteiro é de grande ajuda. O interessado pode trabalhar na indústria de pães, bolos ou numa padaria mesmo.

O que o setor sente falta mesmo é de gente qualificada, a Associação Brasileira das Padarias admite que precise de pelo menos 25 mil profissionais. O problema é achar alguém para preencher essas vagas. Um bom padeiro pode ganhar entre R$ 1,4 mil e R$ 2,5 mil, já o salário de um confeiteiro chega a R$ 4,5 mil. Mas antes de investir na profissão, o interessado deve estar preparado para os sacrifícios, a maioria dos profissionais trabalha nos fins de semana e também feriados.

O SENAI e o SENAC dão cursos sobre o preparo de pães e bolos. O SEBRAE ensina sobre as máquinas usadas na panificação e como não errar ao abrir um negócio. O sindicato das padarias também dá cursos na área.

 “Tecnologias vão aparecendo, novos preparos têm que estudar a cultura, é uma profissão apaixonante e muito abrangente porque faz interface com outras áreas de conhecimento”, completou Gisela Brandão, coordenadora de cursos de gastronomia SENAC.

Fonte: G1 (http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/04/falta-de-qualificacao-faz-sobrar-vagas-de-trabalho-em-bares-e-restaurantes.html)